RADEM - Aual 14 - INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSAS VIDAS
Nada melhor para começarmos nosso estudo, senão pela pergunta 459 de O Livro dos Espíritos, feita por Kardec aos espíritos da codificação:
459. “Influem os espíritos em nossos pensamentos e em
nossos atos?”
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto,
que, de ordinário, são eles que vos dirigem”.
E ai, onde fica nosso livre arbítrio? Como acontece
essa influencia? Mesmo quem não é médium sofre essa influencia? Até mesmo quem
não acredita em nada disso, sofre tal influencia?
“Essa influência é permanente e os que não se preocupam
com os Espíritos, ou nem mesmo creem na sua existência, estão expostos a ela
como os outros, e até mais do que os outros, por não disporem de meios de
defesa” (LM,
item 244).
“Seria errado pensar que é necessário ser médium
para atrair os seres do mundo invisível. Eles povoam o espaço, estão
constantemente ao nosso redor, nos acompanham, nos veem e observam,
intrometem-se nas nossas reuniões, procuram-nos ou evitam-nos, conforme os
atrairmos ou repelirmos” (LM item 232).
Assim, todos nós, de uma maneira ou de outra, estamos
sujeitos à influência dos Espíritos desencarnados. E o livre arbítrio?
Estar sujeito não é o mesmo que ser obrigado, certo? Cada um recebe a
influencia que quiser!!! Tudo depende da sintonia. Se for uma sintonia positiva
tudo bem, pois os bons espíritos respeitam nosso livre arbítrio e nunca nos
forçam a nada.
Já os espíritos inferiores, estes sim, nos forçam e
constrangem a aceitar suas influencias. Cabe a nós, estarmos vigilantes e não
cairmos em suas armadilhas. Na categoria dos bons espíritos que nos ajudam e
orientam, está o nosso “anjo da guarda”, cuja missão é amparar-nos em
nossa jornada evolutiva.
INFLUÊNCIA ESPIRITUAL NEGATIVA: Pode acontecer nas seguintes
situações:
De forma Natural: Os espíritos
ignorantes de sua situação no mundo espiritual, agem sobre o
encarnado sem intenção de prejudicá-lo. Muitos Espíritos por ainda não
estarem plenamente conscientes de sua situação no mundo espiritual, inclusive,
alguns ainda julgando estarem vivos, acabam influenciando os encarnados mesmo
sem terem algum interesse específico em prejudicá-los. Nesta categoria podemos
incluir entes queridos. Alguns ambientes favorecem esse tipo de sintonia:
hospitais, funerárias, velórios, cemitérios, etc.
Ao se aproximarem dos que se
encontram presos à matéria, sentem um certo alívio como se dividissem com eles,
suas dores e sofrimentos. E o reflexo de suas dores e sofrimentos, são
registrados pelo perispírito do encarnado, dando origem,
em alguns casos, a doenças fantasmas. Aquelas que os exames não
mostram e os médicos não qualificam.
Pela Obsessão: É o caso de espíritos inferiores atuando
deliberadamente sobre outro Espírito, encarnado ou não, querendo prejudicá-lo
de alguma forma. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos
flagelos de um mundo de Expiações e Provas. Essa influencia tem o nome
de OBSESSÃO, e assim como as enfermidades e
todas as atribulações da vida, deve,
pois, ser considerada como provação ou expiação, e aceita com esse
caráter.
Toda provação ou expiação tem um
objetivo único, a evolução do SER. O obsessor, é um espírito doente e absorvido pelos venenos
da sua mente negativa, como ódio, egoísmo, ignorância e não o diabo, o coisa
ruim, etc como muitos pensam. É apenas um irmão que deu uma "parada de mau
gosto", no caminho da elevação. No Novo Testamento o
termo demônio tem o significado de espírito impuro.
Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau
exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde
a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a
perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. [...].
(KARDEC, A Gênese, p. 347).
“A influência espiritual só é qualificada
como obsessão quando se observa uma perturbação constante. Se a
influência verificada é apenas esporádica, ela não se caracterizará como uma
obsessão. Somente os Espíritos maus e imperfeitos provocam obsessões,
interferindo na vontade do indivíduo, fazendo com que ele tenha ações
contrárias ao seu desejo natural”.
“A influência maléfica de um Espírito
obsessor pode afetar a vida mental de uma pessoa, alterando suas
emoções e raciocínios, chegando até mesmo a atingir seu corpo físico”.
• Na visão do espírito Manuel Philomeno de Miranda:
“A obsessão, sob qualquer modalidade que se
apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia especializada,
de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente.”
(Divaldo Pereira Franco – Nos Bastidores da Obsessão).
É de longa data esse fenômeno, influência espiritual
negativa, até mesmo na Bíblia vamos encontrar registros. Vejamos por exemplo:
Mc 5,1-10: (...) É que Jesus lhe tinha dito:
‘Espírito impuro, sai deste homem!’ Depois, ele lhe perguntou: ‘Qual é o teu
nome?’ Respondeu-lhe: ‘Meu nome é legião, porque somos muitos’. Suplicava-lhe
então, com insistência, que não o expulsasse daquela região”.
Temos passagens atuais como neste exemplo narrado num
artigo publicado em agosto de 1995, pelo jornal Estado de Minas, na coluna “Um
dia no Mundo”:
Um assassino se suicidou em uma prisão do Cairo para
escapar do fantasma de sua vítima, que vinha assombrá-lo todas as noites.
Mohammad El Kazaz, 30 anos, foi condenado a 15 anos de prisão por ter
assassinado uma mulher após roubar seu dinheiro. Sozinho em sua cela,
confessava aos carcereiros que ouvia a voz de sua vítima, chamando-o para a
morte. Não suportando mais a tortura, improvisou uma corda com suas roupas e se
enforcou nas grades da cela.
Nos processos de desajustes considerados
provenientes de uma obsessão, quase sempre vamos encontrar sinais que
podem caracterizar o fenômeno, como:
- sonhos ruins,
- pesadelos frequentes,
- indução ao vício,
- mundanismo,
- instintos de agressividade além do normal,
- desejo de abandonar a vida social ou familiar,
- ideia de suicídio,
- ruídos estranhos à volta do paciente,
- frequente visão de vultos,
- impressão de ouvir vozes.
O QUE LEVA UM ESPÍRITO A SE TORNAR UM OBSESSOR?
Kardec, em O Livro dos Médiuns,
relaciona os motivos que acabam por desencadear uma obsessão:
• Vingança que um Espírito leva a efeito,
procurando fazer justiça pelas próprias mãos.
• Desejo de fazer o mal, pois, como sofre, o
obsessor deseja estender a terceiros o seu padecimento sentindo um certo
prazer, em humilhar o obsidiado.
• Sentimento de inveja, de vez que o malfeitor
não consegue ficar indiferente à prosperidade de um dado encarnado, então passa
a hostilizar a vítima, valendo-se de um momento de fraqueza desta última.
O que
será que leva um encarnado a ser obsidiado?
Aguardem
o próximo post.
Beijão,
Cibele.

Um ótimo estudo!!
ResponderExcluirVamos estudar galera do bem!
ResponderExcluir